SUMMER CONNECTION PROGRAM JUNTA MIT, UBI E IST NUMA EXPERIÊNCIA DE ENGENHARIA COMO ESPAÇO DE (TRANS)FORMAÇÃO

“Desafiante e muito interessante”, é assim que João Cardoso, estudante de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior, descreve o trabalho em que esteve envolvido no âmbito do Summer Connection Program da Academia CEiiA. A par de outros 11 jovens e promissores talentos, o João integrou a equipa de Engenharia de Produto na área do Mar e Espaço do CEiiA e não hesita em afirmar que “o CEiiA tem um ambiente fantástico”, onde se destaca uma grande cooperação entre toda as equipas.

 

 

“O meu projeto consistiu no desenvolvimento da estrutura de um veículo aquático de superfície, um ASV – Autonomous Surface Vehicle”, explica o futuro engenheiro. Se quando chegou ao CEiiA o conhecimento sobre veículos deste tipo era quase nulo, hoje afirma que o valor desta experiência não deixa espaço para arrependimentos pela escolha arrojada para férias de verão. 

 

Ao contrário dos estagiários de engenharia de produto aeronáutico e de mobilidade a quem foi atribuído um desafio de equipa, os jovens estudantes que integraram a equipa dedicada ao desenvolvimento de produto na área do Mar e do Espaço foram distribuídos por diferentes atividades de complemento ao próprio trabalho que está a ser desenvolvido pelo CEiiA. “Estes estágios são um investimento em que pretendemos recolher os frutos no futuro”, adianta Cristiano Bentes, um dos mentores, referindo que “alguns dos estudantes estiveram dedicados a um trabalho mais de investigação em áreas que são do nosso interesse, outros trabalharam mais ao nível da automatização de algumas ferramentas e processos existentes”.

 

Se na área do Mar o trabalho dos estudantes esteve essencialmente centrado em torno do projeto de estruturas, da análise estrutural, da análise de fluídos (CFD) ou até da robótica, associada ao desenvolvimento de um veículo marítimo de superfície não tripulado, já na área do Espaço, o trabalho dos estagiários decorreu no âmbito do desenvolvimento de um Nanosatélite (o MECSE – Magnetohydrodynamics / Electrohydrodynamics CubeSat Experiment) que visa o estudo de estratégias que visem a mitigação do blackout de comunicações durante a reentrada atmosférica.

 

A integração dos 12 jovens estudantes na equipa do CEiiA acabou, assim, por também constituir um desafio para os próprios mentores. “Esta experiência levou-nos a todos a sair da nossa zona de conforto e a gerar condições para que estes futuros engenheiros tivessem o apoio e as ferramentas necessárias para desenvolverem o seu trabalho de forma apropriada, sem condicionar de forma alguma os projetos que temos em curso; por outro lado, os resultados alcançados no decurso dos trabalhos desenvolvidos em torno dos desafios de engenharia que lhes lançámos foram superando as nossas expectativas iniciais, obrigando-nos a acelerar e rever de forma constante os planos de trabalho, os desafios propostos e a dedicação ao acompanhamento destes jovens”, explica Tiago Rebelo, responsável pela equipa de Engenharia de Mar e Espaço do CEiiA.

 

 

 

Para além de alunos da UBI (Engenharia Aeronáutica), do IST (Engenharia Aeroespacial e Engenharia Eletrotécnica e de Computadores) e da Universidade de Coimbra (Engenharia Mecânica), o CEiiA voltou pelo terceiro ano consecutivo a abrir portas durante o verão a estudantes do MIT. “Esta temporada deu-me experiência em primeira mão do processo de design de um produto pensado para missões espaciais. Trabalhei com engenheiros experientes, estudantes de mestrado e outros estagiários no desenvolvimento preliminar do payload científico do CubeSat que o CEiiA está a desenvolver”, relembra Michael Arrington, afirmando em jeito de despedida a ansiedade de “ver os sensores que selecionei e a investigação que levei a cabo implementados no nanosatélite final que deverá ser lançando com sucesso nos próximos três anos”. Também do MIT, Brad Walcher não tem dúvidas quanto à importância do seu trabalho não só ao nível pessoal, ao lhe fornecer “conhecimento sobre tópicos sobre os quais tinha pouco conhecimento prévio”, mas também ao nível do próprio desenvolvimento do produto final, pois acredita “que a criação do power budget pela qual fui responsável será vital à medida que o processo de design continuar e a fase de experimentação comece.”

 

Desde o primeiro dia, o CEiiA esforçou-se por garantir a estes estagiários uma experiência real daqueles que são os desafios e as realidades enfrentadas por um engenheiro nos dias que correm. “Procurámos expô-los a desafios complexos num ambiente multidisciplinar, em que as competências técnicas e as metodologias aplicadas são tão importantes como as competências sociais e humanas, isto sem esquecer a pressão das entregas. No fundo, tentámos com esta experiência de verão ajudar a moldar aqueles que serão os engenheiros do amanhã, providenciando-lhes uma experiência enriquecedora e útil para estagiários e mentores.”, conclui Tiago Rebelo.

 

 

 

 

Estagiários que integraram a equipa de Engenharia de Produto – Mar e Espaço:

Afonso Costa, Engenharia Electrotécnica – Instituto Superior Técnico

André Santos, Engenharia Mecânica – Universidade de Coimbra

Brad Walcher, Massachusetts Institute of Technology (MIT)

João Canas, Engenharia Aeroespacial – Instituto Superior Técnico

João Cardoso, Engenharia Aeronáutica – Universidade da Beira Interior

Kateryna Shvydyuk, Engenharia Aeronáutica – Universidade da Beira Interior

Lourenço Murteira, Engenharia Aeroespacial – Instituto Superior Técnico

Luis Oliveira, Engenharia Aeronáutica – Universidade da Beira Interior

Manuel Rosa, Engenharia Aeroespacial – Instituto Superior Técnico

Michael Arrington, Massachusetts Institute of Technology (MIT)

Miguel Esteves, Engenharia Aeronáutica – Universidade da Beira Interior

Paulo Ferreira, Engenharia Aeronáutica – Universidade da Beira Interior

 

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